A aldeia de Otrev da Ossétia do Sul foi atacada esta segunda-feira à noite por um morteiro disparado na aldeia georgiana de Plavi, disse às agências russas um funcionário do ministério da Informação daquela república separatista da Geórgia.
Segundo o porta-voz osseta, foram disparados três morteiros às 22h05 horas locais (19h05 em Lisboa), tendo uma das munições rebentado na fronteira com a aldeia de Otrev.
Os disparos não fizeram vítimas entre a população, frisou a fonte.
Otrev fica a um quilómetro da aldeia georgiana de Otrev, localidade onde se iniciaram os confrontos militares que, em Agosto do ano passado, provocaram uma guerra entre a Rússia e a Geórgia.
O governo georgiano acusou domingo a Rússia de ter deslocado a fronteira entre a Geórgia e a república separatista da Ossétia do Sul e de ter progredido no território.
"Os militares russos entraram a 2 de Agosto no território da aldeia de Kvechi, no distrito de Gori, para deslocar a suposta fronteira" com a Ossétia do Sul, declarou o ministério dos Negócios Estrangeiros georgiano, em comunicado.
A diplomacia georgiana recordou ainda as declarações do presidente da região separatista, Edouard Kokoiti, que exigiu sexta-feira à Geórgia a restituição "de antigos territórios ossetas".
O regime pró-russo da Ossétia da Sul "tornou pública a intenção dos ocupantes russos", assinalou o ministério georgiano, advertindo ainda que a Rússia "será responsável por qualquer provocação".
O ministério da Defesa russo admitiu sábado usar a força para defender a Ossétia do Sul, caso a Geórgia não suspenda os ataques contra a república separatista.
"Esses ataques causam sérias preocupações. E, no caso de mais provocações que ameacem a população da Ossétia do Sul e o contingente russo, o Ministério da Defesa da Rússia reserva-se o direito de empregar toda a sua força e recursos disponíveis para defender a população civil e as tropas russas", referiu o Ministério, em comunicado.
Lusa
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